quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O que diabo acontece com o nosso verde?




Não pedi permissão para republicar o texto abaixo, mas acredito que ele já integra o que se denomina "domínio público" e se encontra disponível no arquivo de textos do colunista Rubens Nóbrega, publicado em 27 de fevereiro deste ano, no jornal Correio da Paraíba. 
Como o leitor pode perceber a partir da leitura, trata-se de uma gravíssima irregularidade cometida na gestão do prefeito Ricardo Coutinho e que representa um atentado à preservação das áreas de proteção ambiental. O que isso significa? 
1) A possibilidade de, em pouco espaço de tempo, João Pessoa perder a condição de uma das cidades mais verdes do país;
2) A devastação das Zonas Especiais de Preservação (ZEP) representa um efetivo perigo para um futuro muito próximo. Em boa parte destas áreas encontram-se nascentes e vegetação denominada mata ciliar, que protege os córregos e rios evitando o assoreamento e a morte dos mesmos;
3) A expansão imobiliária que avança sobre as ZEPs significa a impermeabilização do solo, o que levará inevitavelmente aos constantes alagamentos verificados em cidades como São Paulo ou mesmo a vizinha Recife;
4) As populações vizinhas ou próximas aos rios e córregos poderão enfrentar, em breve, inundações com perdas materiais e, o que é pior, de vidas;
5) Esta não é uma ação isolada. Mais recentemente o mesmo Rubens Nóbrega abordou a desapropriação de uma área alagadiça na antiga Fazenda Cuiá. O valor pago (R$ 10.792.500)  foi considerado  "salgado", segundo referência do próprio Rubens Nóbrega: "Coloco a coisa nesses termos porque pessoas do ramo às quais recorri - para ter uma idéia se o preço pago pela desapropriação foi justo ou não – acharam ‘salgado’, acima do que o poder público deveria pagar. Ainda mais porque, como disse antes, trata-se de um alagadiço."

Sábado, 27 de Fevereiro de 2010 - 06h00

Rubens Nóbrega
Loteando o verde
Denunciaram-me, faz tempo, que na atual gestão a Prefeitura da Capital estaria autorizando aos montes loteamentos em áreas que deveriam ser preservadas em favor do verde e não degradadas em favor de empreendimentos imobiliários.
Quem me trouxe a denúncia foi um jornalista amigo meu. Detentor de informações que dariam suporte probatório aos fatos que me relatou, ele ficou de levantar provas cabais sobre aquilo que apresenta como um daqueles famosos esquemas de facilitação de interesses privados em detrimento do público.
Cerca de um mês atrás, finalmente, a fonte me reapareceu, dessa vez com documentos que em tese e no mínimo provam um favorecimento indevido pela via de argumentos aparentemente técnicos, produzidos especialmente para contornar óbices legais e aprovar o que deveria ser reprovado de plano.
Os documentos (cópias, obviamente) são os seguintes: parecer do então secretário de Planejamento da PMJP, Luciano Agra, atual vice-prefeito; folha de informação e despacho assinada por uma arquiteta da Seplan; e Alvará de Aprovação de Arruamento e/ou Loteamento assinado por Estelizabel Bezerra, atual titular da Seplan.
Os documentos são caminhos (pistas ficaria melhor?) que levam ao Bairro de José Américo e, dentro dele, a um loteamento chamado Vale Verde, situado em uma área de preservação ambiental. Mesmo assim, o negócio já foi autorizado pela Prefeitura e os lotes já estão quase todos vendidos.
‘Já que tá dentro...’
O próprio Luciano informa em uma ‘Pré-Análise de Loteamento’, datada de 17 de dezembro de 2008, que a área em questão (localizada entre a Rua Tenente José Rodrigues da Silva e o Riacho Laranjeiras, no Zé Américo) está inserida “em uma Zona Especial de Preservação dos Grandes Verdes 2 (Zep 2)”.
Adiante, justificando seu parecer, Luciano diz que “após visita in loco (...) ficou constatado (sic) a descaracterização de parte da área de preservação, e analisando as várias propostas de projeto apresentadas e a fim de garantir a preservação e integridade da área e amenizar a degradação existente (!), sou favorável à aprovação do pleito”.
Não parece uma daquelas histórias do gênero ‘já que tá dentro, deixe!’? É como se o poder público abdicasse da sua capacidade de recuperar uma área degradada (isso, depois de a PMJP ter lançado campanhas de distribuição de mudas, re-vegetação e reflorestamento) a partir do súbito ataque de fatalismo que acometeu o Doutor Luciano após ele se deparar com uma área verde devastada. Mas, para além do fatalismo, é curioso e intrigante o argumento final pró-loteamento. Ele vem de uma proposta inusitada que os donos do empreendimento fizeram à Seplan.
Eles se propuseram, como está escrito no parecer, “a preservar a vegetação ainda existente bem como a Área de Preservação Permanente ao longo da margem do Riacho, conforme determina (sic) a Lei Federal nº 4.771/1965 (Código Florestal), art. 2º, e o art. 94 da Lei Municipal nº 2.102, de 31 de dezembro de 1975 (Código de Urbanismo)”.
Simplesmente não existe
Sobre a ‘vegetação ainda existente’, posso dar testemunho pessoal porque estive lá esta semana para ver com meus próprios olhos. Não tem. Não tem porque passaram a máquina e o rodo no terreno que foi de uma granja incrustada dentro de uma reserva de mata atlântica, que ainda resiste entre Mangabeira e José Américo e é cortada ao meio pelo Riacho Laranjeiras.
É essa reserva que o secretário indica ser Área de Preservação Permanente e, como tal, não precisa que ninguém se proponha a preservá-la. Afinal, a lei obriga que todos a preservem. Tanto que se alguém atentar contra aquele patrimônio natural pode pegar de três meses a um ano de cadeia ou multa de até cem salários mínimos, conforme prevê o mesmo Código Florestal citado pelo Doutor Luciano em seu parecer.
Calado como resposta 
Há duas semanas tento obter alguma resposta da Prefeitura para esses questionamentos. Mandei inicialmente i-meio para as secretárias de Planejamento e de Comunicação Social com pedido de informações e esclarecimentos. A mensagem, encaminhada exatamente às 9h3 do dia 9 deste mês, seguiu nos seguintes termos:
- Senhoras Secretárias, tenho em minhas mãos documentos (alvará e pareceres) que aprovaram o loteamento Vale Verde (Granja São Luiz, no José Américo) em uma zona especial de preservação. Trata-se, segundo a fonte, de uma prática que vai se tornando corriqueira na atual gestão: sob a alegação de que a área está degradada, aprova-se um loteamento mediante ‘compromisso’ do empreendimento de “preservar a vegetação ainda existente” ou coisa parecida. Diante do exposto, pergunto e peço:
1. além do Vale Verde, quantos loteamentos a PMJP liberou, na atual gestão, em áreas caracterizadas como zeps? 
2. por favor, mandem (se houver) a lista dos loteamentos, com as respectivas localizações por bairro.

No mesmo dia, recebi por telefone a promessa da secretária Lívia Karol (Comunicação) que a resposta seria preparada pela secretária Estelizabel (Planejamento) e encaminhada no dia seguinte. Passou o Carnaval, veio a Quaresma e... Nada! Insisti anteontem, por telefone. “Vou ver com Estelizabel e dou retorno”, disse-me, dessa vez, a Doutora Lívia. Bem, vou continuar aguardando. Quando e se algum dia chegar alguma coisa de lá, do lado de lá, publicarei.
Quem me abasteceu com os documentos sobre esse caso desvaneceu-me ontem. “Perca seu tempo não. Eles não querem nem podem falar sobre o assunto”, disse-me. Será? Não acredito. Talvez eles não falem porque o prefeito proibiu. Aí, acredito." 

A que se reduz a Política Cultural?

Há poucos dias recebi alguns emails repassados por amigos de trabalho com opiniões de “agentes culturais” sobre “Política Cultural” em João Pessoa. Seria profundamente interessante se a maior parte dos textos em defesa do candidato ao Governo do Estado, Ricardo Coutinho, não fosse escrito por integrantes e ex-integrantes da folha de pagamento da Prefeitura da Capital. Nesse caso, a pergunta que se coloca é: defendem a política cultural do ex-prefeito ou a permanência na folha de pagamento?
Creio ser uma pergunta interessante, já que o volume de recursos destinados a área da cultura está muito abaixo da proposição inicial do então oposicionista e vereador petista, Ricardo Coutinho, quando lançou o Projeto de Lei denominado Viva Cultura. Para os que não lembram o Projeto de Lei original propunha uma destinação de parte da receita do Município (Imposto sobre Transação de Bens Imóveis/ITBI, Imposto Predial e Territorial Urbano/IPTU, etc.) para os projetos culturais. Após dias de discussão e através da concordância da bancada da situação, os percentuais foram rebaixados para que pudessem viabilizar a Lei Viva Cultura.
A Lei vingou por alguns anos, até que na segunda gestão de Cícero Lucena (PSDB), uma série de mudanças foi implementada e enterrou de vez com o “Viva Cultura”. Imaginava-se que, com a posse de Ricardo Coutinho na Prefeitura Municipal de João Pessoa, seu projeto original pudesse ser resgatado e revigorado com ampliação de recursos para o setor. No entanto, a iniciativa da fase oposicionista não foi efetivada quando passou a titular do Executivo Municipal. Algumas vozes, boa parte rouca e timidamente ecoadas em conversas mais reservadas, foram quase ouvidas em queixa do que havia sido Ricardo Coutinho vereador em se comparando ao mesmo personagem como prefeito.
REDUCIONISMO CULTURAL – Mas, é certo que há um simplismo sobre o que pode ser caracterizado por “Política Cultural”. Sua definição e efetivação não deve se restringir a alguns poucos eventos nas praças públicas, alegrados com parcos cachês. Tampouco deve estar configurada apenas para o espetáculo da Semana Santa (projeto do ex-prefeito Cícero Lucena), quando o assunto é teatro. Não é admissível, por exemplo, que alguém que se julgue escritora, que se creia integrante do segmento literário, local, nacional ou internacional (seja uma estrela de brilho intenso ou opaco), não questione a ausência de bibliotecas públicas municipais.
Coutinho passou alguns seis anos a frente da PMJP e não construiu (muito menos dotou de livros, pessoal capacitado – bibliotecários – e  equipamentos) uma única biblioteca pública que se possa chamar ou dizer municipal. Que Política Cultural é essa, onde um só título, seja da literatura brasileira, seja da literatura internacional, tenha sido comprado, adquirido, seja por doação ou convênios? Não senhores, cultura não significa meras exibições de bandas ou de cantores e compositores em praça pública. Muito menos deve ser reduzida, no que diz respeito à arte da representação, ao drama da Paixão de Cristo encenada em praça pública.
Onde anda o Museu da Imagem e do Som, alardeado ainda na primeira gestão? Deveria reunir fotografias, filmes, vídeos produzidos em João Pessoa e na Paraíba. Afinal, quais são os projetos culturais que possam ser decantados como integrantes de uma “política cultural” do ex-prefeito? Novamente, não valem as apresentações das praças nem muito menos o drama da Paixão de Cristo.
E o abandono do Centro Histórico da área do Varadouro? Nem mesmo os eventos são levados para o que antes era promessa de revitalização. Os investimentos foram carreados para a Praça de Concreto (antigo Ponto de Cem Reis). Claro, os gastos recompensavam, apesar da antiga Rua Duque de Caxias (que por alguns anos havia sido peatonal) tenha se resumido a uma via precária. Ali, quase em frente ao Hotel Palace, instalou-se de forma permanente um aparatoso palco, que impede o fluxo de pessoas e estreita a avenida do já caótico trânsito do Centro da Cidade
De fato, alguns eventos de ordem musical passaram a ser efetivados, com artistas de amplitude nacional. Essa prática ocorre muito em função do gosto e vontades dos secretários do setor e da direção da Funjope. Mas, “política cultural” não pode ser resumir a isso.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

D. Aldo Pagotto, a pedofilia e a cultura da morte

O POVO, 28/03/2002
O Arcebispo da Paraíba, D. Aldo Pagotto tem um modo muito peculiar de ver o mundo e proceder em relação à vida. Ele foi acusado por algumas meninas do interior do Ceará de defender  frei Luiz Tomás (que as havia molestado) e tentar mudar o depoimento de abuso sexual  cometido pelo religioso. O Inquérito policial foi aberto para apurar as denúncias, o frei Luiz Tomás ficou detido por mais de 20 dias. Reportagens foram realizadas pelo jornal O Povo, do Ceará e fizeram com que uma equipe de jornalistas ganhasse o Prêmio Nacional de Jornalismo na categoria Regional, da Empresa Brasileira de Telecomunicações, Embratel.
Don Aldo ainda não deu explicações sobre essa passagem pelo interior do Estado do Ceará. Mas recentemente tem predicado em defesa da vida. Perfeito se a pedofilia não fosse uma das formas mais odientas que um adulto comete sobre uma criança ou um jovem adolescente. É um assassinato a infância e a juventude. Que nada, D. Aldo não fala dos bispos, cardeais, padres e freis que andaram espalhando o terror a milhares de crianças indefesas.
O arcebispo da Paraíba, segundo o Jornal o Povo, queria fazer crer que um marmanjo Frei tivesse sido seduzido por mais de uma dezena de meninas pobres, com escasso grau de formação escolar e com muitas dificuldades para se defender. D. Aldo não esteve ao lado das pobres crianças. Ao contrário, preferiu a versão do Frei. As imagens que acompanham esta postagem dão a idéia do que aconteceu.

Ainda nesta semana o blog comentará a CPI da Pedofilia realizada pela Câmara Municipal de João Pessoa e que teve o vereador Tavinho Santos como presidente e o então vereador Ricardo Coutinho como relator, há alguns anos. Os resultados desta Comissão Parlamentar de Inquérito sumiram misteriosamente. O Blog recuperará fotos e, se possível, alguns comentários trocados entre os vereadores por ocasião dos depoimentos prestados à época.






sábado, 9 de outubro de 2010

Serra: o candidato ruim de cálculo

Hilário!!!Esse vídeo é prá ser divulgado. E esse sujeito foi ministro do Planejamento e da Saúde no Governo FHC. Por isso que o Brasil estancou e o apagão prevaleceu. Tá com saudades? Vota no Serra!!!
É com essa mesma competência que ele diz que vai melhorar o Brasil, ampliar o poder de compra do salário mínimo, criar empregos, etc.  

A folha de pagamento do Estado e das Prefeituras: a versão e os fatos após alguns anos de Executivo

As folhas de pagamento de pessoal do Estado e da Prefeitura Municipal de João Pessoa estão recorrentemente nos noticiários. Ainda na sexta feira li em dos portais paraibanos que o total de funcionários “sem concurso” na prefeitura da Capital já ultrapassa a casa dos 13 mil e compromete alguns milhões de reais.
Há seis anos atrás lembro que o prefeito eleito, Ricardo Coutinho, fazia queixa do inchaço da folha pelo prefeito Cícero Lucena e propagava números de 2.700 prestadores de serviço, o que considerava um absurdo. Hoje, sábado, dia 9 de outubro, novamente a folha de pagamento de pessoal volta a ser notícia. Desta vez o candidato ao governo do Estado, Ricardo Coutinho deixa claro que vai revê-la, caso seja eleito. Até aí natural que um aspirante ao Executivo estadual afirme que pretende demitir para adequar a realidade de um governo que se pretende.
Mas, longe do exercício prático cotidiano do jornalismo, o leitor deve imaginar se as perguntas possíveis e necessárias foram realizadas e, se foram, porque não foram traduzidas nas informações. A questão que se coloca é a seguinte: existe inchaço na folha de pagamento? O senhor pretende enxugar o quadro de serviços prestados ou substituí-los por “pessoas da confiança”?
Creio que esta é a questão central. Enxugar ou simplesmente substituir. A referência que uso é a quantidade de prestadores de serviço da Prefeitura Municipal de João Pessoa. Se estava super dimensionada quando assumiu o Executivo Municipal, o que dizer de uma multiplicação por quatro ou cinco do número que acreditava excessivo quando recebeu a casa das mão do senador Cícero Lucena? Saiu de 2.700 excessivos para 13 mil. Não é uma questão de substituição apenas. Aritmeticamente o salto parece desproporcionado.
Pois bem, acontecerá o mesmo em nível estadual, caso venha a vencer as eleições para o Executivo? Creio que a questão é, essencialmente, esta. Não basta dizer que vai rever.Tem que deixar claro, se possível com documento em cartório qual o trato que pretende dar a esta questão. E isso vale para os concorrentes, sobretudo porque mexe com uma parcela de pessoas que já incorporaram os salários ao orçamento familiar, alguns deles com muitos anos.
Mas é evidente que os concursos públicos devem ser a regra para a admissão de funcionários do Governo do Estado. Se não funciona assim, o certo é termos não funcionários para servir o público, mas para servir ao Governador de plantão. Não é a toa que os mais exaltados porta-bandeiras das vésperas eleitorais sejam os funcionários prestadores de serviço. No mais, retórica de campanha logo esquecidas.    

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Quem e por que não quer a efetivação do Porto de Águas Profundas na PB?

qual o verdadeiro interesse na eleição para governador na Paraíba?

O repentino interesse do vizinho Estado de Pernambuco pelo resultado eleitoral da Paraíba possui endereço certo: impor aos paraibanos uma amarra no que diz respeito a construção do Porto de Águas Profundas, que, embora não seja suficientemente proporcional ao Porto de Suape (que terá 20m de calado contra 17m do que será construído em Lucena), poderá dar oportunidade de escoamento e recepção de produtos vindos de outros países. Essa contabilidade de negócios, que representa alguns bilhões de dólares e incremento econômico (com a possibilidade de gerar milhares de empregos diretos e indiretos) é vista pelas autoridades pernambucanas como uma ameaça às suas ambições manutenção de líder do setor na região.
Sem qualquer concorrência, o Porto de Suape atrai investimento externo, como o Projeto Suape Global, que totaliza um bilhão e meio de dólares de um total de 17 empresas (seis são estrangeiras) que participam do processo de instalação. Esse investimento representa 23,7 mil empregos diretos. É justamente por conta do volume de negócios e as possibilidades de geração de empregos que os interesses das empresas e dirigentes políticos de Pernambuco estão voltados para o resultado das eleições estaduais na Paraíba.
A efetivação do Porto de Águas Profundas na Paraíba será, inevitavelmente, um concorrente a esses investimentos nacionais e internacionais. Daí que, dependendo de quem ganhe as eleições aqui no Estado, a concorrência poderá ser adiada por quatro ou oito anos ou simplesmente deixará de existir. Alguns sinais de aversão a esse investimento na implantação do porto paraibano podem ser sentidos nas críticas esboçadas por candidatos ao Palácio da Redenção.
Não se trata, evidentemente, de uma questão que possa se resumir a críticas de caráter puramente eleitoreiro. A instalação do Porto de Águas Profundas deve ser defendida com unhas e dentes, por todos os paraibanos que querem ter a possibilidade de ver alavancada a economia do Estado. Não se admite, passados mais de meio século, que algumas mentes paraibanas ainda estejam a boicotar a efetivação de um porto moderno, como ocorreu na época em que Epitácio Pessoa foi Presidente da República (resguardando-se a distância temporal e maquinário em que foi proposto).
Ora, a quem interessa que o projeto em licitação não vingue? E quais as razões para que parte importante de políticos, que se diz moderna, posicione-se em contrário a efetivação do Porto de Águas Profundas? As razões são de afinidades ou subserviência, mas, sobretudo, de ordem econômica. Daí os boatos de contribuição financeira para a campanha eleitoral de uns, em detrimento do interesse da maioria dos paraibanos.
De imediato, as cidades de Cabedelo, Costinha e Lucena serão beneficiadas. Mas é importante pensar que toda a Grande João Pessoa terá incremento significativo em sua economia pela proximidade com a área onde será instalado e com as possibilidades da instalação de abrigar um conjunto de empresas nacionais e internacionais. 

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Política de Lula projetou para melhor a imagem do Brasil no Exterior

Preocupação com ecologia, erradicação da pobreza e com a paz no mundo

Os resultados da pesquisa* ainda deverão ser apresentados de modo mais sólido e com as necessárias características científicas. Mas, inegavelmente, o Brasil governado pelo petista Luiz Inácio Lula da Silva é muito melhor avaliado se comparado aos períodos de todos os presidentes que o antedeceram e que foram eleitos pelo voto direto no período posterior a ditadura militar. E não é apenas uma questão de boa imagem, é também de quantidade de informações positivas que geram uma excelente avaliação.
Os dados, apesar de ainda não examinados com o devido rigor acadêmico mostram a publicação de pelo menos 200 unidades informativas na seção internacional do jornal espanhol EL PAÍS, no período compreendido entre janeiro de 2007 e maio de 2010. Um registro importante para que o leitor tenha a dimensão do que isso representa está no alcance do Jornal EL PAÍS: ele é o de maior circulação em território espanhol e sua versão em idioma inglês e seu alcance em países hispano falantes é impressionante. Em se tratando de internet, a projeção é ainda maior, já que o jornal circula com sua versão impressa para todo o mundo.
É importante ressaltar ainda que estão excluídas para efeitos de análise todas as outras seções editoriais, onde, com certeza, seria possível encontrar uma quantidade triplicada destas aparições do Brasil. Seções como a de Economia e Esportes não fazem, portanto, parte da mensuração da pesquisa. É como se o universo da pesquisa fosse demarcado aos últimos quatro anos da seção Internacional de jornais como a Folha de São Paulo, Globo ou Estado de São Paulo.
No geral, é possível afirmar que as informações publicadas possuem tamanhos variados: desde reportagens com mais de duas páginas até uma quinta parte de página. Mas, o que realmente sobressalta aos olhos é perceber que (ainda que a pesquisa não tenha ainda o rigor acadêmico necessário) 80% dessas informações expõem uma imagem positiva do Brasil. Este dado não nos apresenta como novidade. Em pesquisa realizada com os mesmos recortes metodológicos referente ao primeiro mandato de Lula ficou patente a nova imagem projetada pelo Brasil, que o apontava como Nação emergente, uma das economias mais fortes do planeta e com grandes possibilidades de nivelamento entre as classes sociais a que foi submetido durante tanto tempo de hegemonia dos representantes do capital paulista.
As informações publicadas em EL PAÍS deixaram de lado os temas mais recorrentes quando o assunto é Brasil: miséria, violência e carnaval. Não que elas tenham sido abolidas em sua totalidade, mas que, sem dúvidas, os espaços para tais temas são secundários. Com muito vigor, o Brasil é destacado como uma potencia de dimensões continentais.
O personagem que possibilitou esta virada na forma de ver o Brasil é, sem margem para dúvidas, Luiz Inácio Lula da Silva. Ele é o personagem de maior destaque entre todas as informações publicadas. E não é só por ser o Presidente da República do Brasil. O seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, não soma 20% das aparições de Lula no jornal espanhol, mesmo sendo o responsável por implementar o idioma castelhano      no ensino regular brasileiro.


Lula é o garoto propaganda mais eficiente da nossa história, mesmo que os grandes jornais brasileiros queiram passar para os brasileiros que ele tem uma política exterior de má qualidade. Daqui, no Velho Mundo, a imagem que irradia é bem outra. Se Dilma Roussef for a metade do que foi Lula, ainda assim, será melhor que todos os outros presidentes do período da recente democracia brasileira – excluindo-se, evidentemente, o seu antecessor.
* pesquisa financiada pela Comunidade Européia, através do Programa Erasmus Mundus

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Exercício futurólogo: Cássio e Efraim mandarão num possível Governo de Ricardo Coutinho?

A segunda etapa da eleição para governador ainda não foi concluída e pelo placar ainda é impossível dizer quem será o próximo ocupante do Palácio da Redenção. A proposição que se faz agora é de um exercício simples: imaginar Ricardo Coutinho como eleito. As pendências jurídicas que envolvem o ex-governador cassado (e impedido de momento), pela Lei da Ficha Limpa, Cássio Cunha Lima, e a derrota do senador da CPI do Fim do Mundo, Efraim Morais, apontam para uma composição de governo, no mínimo interessante.
...se é que me entendem...
Pois bem, Efraim Morais ocupará as pastas ou secretarias da Infraestrutura e do Transportes. Sua formação profissional e sua capacidade de engenharia, sobretudo com funcionárias fantasmas e com o nepotismo garantirão verdadeiros trens da alegria. Pavimentando estradas desta natureza, o futuro governo Coutinho poderá gerar milhares de empregos para a região de Santa Luzia.
Efraim deverá implementar as mesmas ações que fez quando secretário do Senado Federal (ver caso das verbas para sites e portais de notícia) e onde, de fato, pós-graduou-se. Como alguns deputados eleitos são de sua inteira confiança e proximidade ideológica, não estranhe o leitor se qualquer carão que Coutinho tente implementar tenha na Assembléia Legislativa um severo castigo. O DEM possui quatro deputados na nova composição na Casa de Epitácio Pessoa.
E o ex-governador Cássio Cunha Lima, onde entra nisso? Pois bem, ele ocupará a pasta da Articulação Política e, ao mesmo tempo, será também responsável pela Comunicação. Sabe como é, com a Mix (empresa publicitária quase exclusiva em seu governo) Cunha Lima tem uma relação de simbiose. Se o cidadão quer entender o siginicado de simbiose que veja as cifras pagas pelos governos Cunha Lima a Mix: são milhões de reais, suficientes para erradicar milhares de famílias de casas e lugares insalubres da Paraíba. E essa história não se apaga com o excessivo teor maniqueísta de uma campanha eleitoral.
Mas, Ricardo Coutinho não permitirá isso. Ele é cabra-macho. Então os deputados fiéis a Cunha Lima empreenderam uma pequena revolução parlamentar e não mais votarão os projetos do Executivo. O PSDB elegeu quatro deputados estaduais e todps sabem que as amizades entre Cássio e Efraim vão além das eleições. São intestinais, quase ideológicas. Então o cidadão refaz os cálculos e soma os deputados pro Efraim Morais com os votos dos deputados Cássio Cunha Lima. Oxente!!! Quem ficará com Ricardo?
Só restará a Coutinho o PMDB e alguns poucos desgarrados deputados de legendas nanicas (PTN, PSC, PPS, PSL e PT do B). Mas, as agremiações partidárias nanicas também estarão divididas entre situação (leia-se Efraim Morais e Cássio Cunha Lima) e oposição integrada pelo PMDB. Aí Ricardo terá que exercitar suas qualidades de pêndulo. Hora para a esquerda, hora para a direita, hora para o centro. Mas, novamente terá que chamar ou conclamar os deputados do PMDB ou sujeitar-se aos que, de fato terão poder na sua gestão.
Alguém pode ainda tentar argumentar e a bancada de Ricardo Coutinho, a do PSB? A resposta é simples. Ela conta com a deputada e esposa de Zenóbio Toscano e Cassista, Lá Toscano; com o vereador Edmilson Soares e Adriano Galdino. Esse mesmo alguém pode argumentar ainda que: O excessivo teor maniqueísta de uma campanha eleitoral não pode apagar a história”. Mas, matemática e política, apesar de não terem nada a ver, as vezes revelam mais que alguns exercícios de retórica. No mais, com Ricardo Coutinho, mandarão Cássio e Efraim.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A tônica não muda: desrespeito e arrogância.

Desrespeito com os mais velhos. A turma girassol que prepara estes vídeos e divulga através de YouTube demonstra uma profunda aversão pelas pessoas da terceira idade. As pessoas com 80 anos, por exemplo, são consideradas a beira da morte. No vídeo, feito para servir de gozação, fica evidente como percebem e tratam os idosos.
Arrogância com quem discorda. Percebe-se claramente que, quem não pensa como o big boss merece completa ira e o trato tem que ser o mais desprezível. Todas as possibilidades para os adversários são de uso de dinheiro para convencimento e trato na política. Só eles não usam do expediente.


No mais, é assistir o vídeo e imaginar o desprezo com os idosos e com a opinião adversa.


Seguem alguns comentários dos seguidores Girassóis



Todos os comentários (230)



  • Muito boa cara, igualzinho ao Zé capeta. Estamos cansados disso tudo, vamos colocar um sangue novo na nossa paraiba, isso mesmo, nossa. A paraíba é nossa, e colocamos quem agente quer pra cuidar e administra-lá. DIA 31 É 40.


  • PAULOAMADO511: desculpe a resposta era para o@magyverpb..


  • FODA-SE O PMDB e toda corja que mama no poder ha 10 anos e nada fez pelo estado....NAO ADIANTA ESTRIBUCHAR!


  • pauloamado511: DESESPERO HEIM??? hahaha tem jeito nao cara o povo decidiu..o video ta nota 10,0 e voce vai perder sua boca no governo junto com essa corja do PMDB o povo quer mudanca...A PRIMEIRA SURRA NA URNA JA LEVARAM. ahahahhaaha. quem diria heim? pesquisas compradas e derrama de dinheiro mas o povo nao é besta nao.


  • Comentário removido


  • QUANTA CRIATIVIDADE!!!MEUS PARABÉNS.FIQUE TRANKILO QUE ESSE VÍDEO NÃO SAIRÁ DO AR.SEM PROBREMA...


  • Na hora de votar ele pediu a "cola". Esperava que resultado a não ser a derrota.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Militância girassol abandonou o senador Efraim depois que Ricardo explicou no Guia o motivo da aliança

A campanha majoritária paraibana teve um grande derrotado: o senador Efraim Morais (DEM). Abertas as urnas e contabilizada a surpresa do empate técnico entre o Governador Zé Maranhão e o ex-prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, Morais, o senador da CPI do fim do mundo deve amargar um longo período de ostracismo político ou no mínimo dois anos de estaleiro. Isso porque dificilmente José Serra ganhará a eleição para a Presidência da República (que poderia render algum carguinho para o senador DEM).
de costas para Efraim
Efraim Morais foi abandonado pela militância de Ricardo Coutinho, que desde o início deixou claro que não votaria no senador das “funcionárias fantasmas” ou como preferiam alguns, do “nepotismo, da grande família”. Pensa que não. É só fazer as contas: veja o que Cássio Cunha Lima conseguiu transferir para Morais e contabilize o que Coutinho fez chegar a Efraim. Ricardo não esteve a altura necessária ao bom desempenho que o senador do DEM necessitava.
O abandono explícito em programa do horário eleitoral foi o sinal que a militância esperava. E entendeu da seguinte forma: “tudo bem, agora entendo a aliança com o senador Efraim. Mas votar nele não dá, é pedir demais”. Entre os líderes mais próximos que acompanhavam Ricardo Coutinho corria solto idéia de que o convencimento do eleitorado teria que ser efetivado como sendo Morais apenas uma muleta traduzida em tempo no horário eleitoral.
Mudança no Comando – Nada mais natural que a troca ou ampliação do comando de campanha do candidato Zé Maranhão. E, de forma acertada, o governador convidou um campeão de votos para conduzir a campanha no 2º turno. Mas, creio que somar Wellington Roberto com do senador Wilson Santiago seria ainda melhor. Estes seriam responsáveis pela campanha no sertão, deixando o candidato ao Governo do Estado mais solto para as frentes que propiciaram o revés no 1º turno: Campina Grande, João Pessoa e Santa Rita, na ordem de importância.
a promessa é a beira mar no Garden
Com a família devidamente eleita, restará aos Vital apenas a reeleição do governador. Cássio deve ser encarado como passado e não deve ser sequer respondido nas provocações. A eleição ocorre entre dois alheios a Campina. Com um agravante, dizem que Campina está tão mal de candidato que agora resolveu votar em pessoense. Tudo a troco de uma promessa de levar um bocadinho de mar até as margens do Hotel Garden.